Projeto Golfinho Rotador realiza ação de limpeza oceânica em Fernando de Noronha

Escrito em 21/10/2021
Projeto Golfinho Rotador

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No dia 18 de setembro, um evento de escala mundial mobilizou pessoas e entidades em defesa das praias do planeta. Realizada no Dia Mundial da Limpeza de Praias, a ação teve a participação ativa do Projeto Golfinho Rotador (PGR) e fez parte de um movimento de alcance ainda maior, intitulado “Nosso Oceano Nosso Lixo?”. No Brasil, o “Nosso Oceano Nosso Lixo?” ocorreu em vários estados e contou com a participação de diversos projetos patrocinados pela Petrobras, entre eles os 5 programas da Rede Biomar: Albatroz, Baleia Jubarte, Coral Vivo, Meros do Brasil e o próprio PGR. Esse evento está inserido numa ação socioambiental global, chamada World Cleanup Day, promovida em 157 países.

Em Noronha, o Dia Mundial da Limpeza de Praias aconteceu em quatro pontos dentro do Parque Nacional Marinho, sendo que o PGR liderou o mutirão na Ponta do Air France, extremidade nordeste da ilha principal. Em duas horas de coleta na Ponta do Air France, foram recolhidos 16Kg de lixo, sendo 10,5kg de plástico e 5,5Kg de outros materiais, como borracha, madeira, vidro, papel, metal, piche (óleo solidificado) e produtos têxteis. Conhecida como Mar de Fora, a face leste da ilha de Fernando de Noronha recebe influência direta da Corrente Sul Equatorial e, por isso, a maior parte do despojo encontrado é considerado lixo oceânico. “São materiais que viajaram longas distâncias sendo carregados pelas correntes marinhas”, explica a coordenadora de Educação e Comunicação Ambiental do PGR, Cynthia Gerling.

Lixo de Fora

Esse tipo de situação verificada em Fernando de Noronha é a prova de como o lixo produzido em um local distante pode afetar até mesmo regiões mais isoladas e preservadas, como ilhas e arquipélagos. Ao todo, foram coletados 2.371 fragmentos de plástico, com destaque para as mais de 1,5 mil tampinhas e lacres e os quase 500 fragmentos de plástico que não puderam ser identificados. Como esse tipo de despojo leva mais tempo para se decompor e viaja com facilidade ao longo das correntes, isso explica porque foram encontrados mais desse tipo de lixo do que materiais normalmente coletados em outras áreas, como bitucas de cigarro, que não foram encontradas na coleta e se decompõem muito mais rapidamente.

Todo esse trabalho de triagem seguiu o protocolo do Formulário Nacional de Mutirão de Limpeza e todos os dados levantados serão inseridos numa plataforma do Ministério do Meio Ambiente, que reúne todas as informações de coletas, visando o combate ao lixo marinho. Para atender aos protocolos de proteção à Covid-19, o evento teve número limitado de pessoas, com 16 participantes. Além disso, antes da atividade houve um briefing sobre os procedimentos de segurança a ser obedecidos durante a coleta e a metodologia de triagem.